quarta-feira, 11 de junho de 2014

EdUERJ e o futebol

Futebol é um esporte vibrante, ainda mais com a Copa sendo realizada no Brasil...mas também é um fenômeno que merece e precisa ser discutido. Muitas pessoas se espantam quando descobrem que nem sempre o Brasil foi o país do futebol. Aliás, o célebre escritor Graciliano Ramos previa que se tratava de um modismo estrangeiro que não iria "pegar". Isso lá nos idos do século passado, em 1921.

No entanto, o futebol pegou e tornou-se algo que muitos acreditam "estar no sangue" da população. Um sentimento entre o mítico e o religioso. E influencia desde nossa paisagem geográfica até nossa ordem financeira, passando por questões ligadas à identidade nacional.

A EdUERJ vem publicando livros sobre o tema, como, em 2014, o "Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol", de Gilmar Mascarenhas, e "Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol", com organização de Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo.

Mas é bom lembrar que houve outros. Alguns deles transcendem o futebol e alcançam o esporte como uma área mais ampla, como "O jogo continua: megaeventos esportivos e cidades", organizado por Gilmar Mascarenhas, Glauco Bienenstein e Fernanda Sánchez. Neste livro, de 2011, aborda-se justamente o que tanto se discute agora: quais os efeitos da realização de megaeventos? Como ficam a cidadania e direitos humanos? Este é o viés desta publicação.

Um destaque na área é "Futebol, jornalismo e Ciências Sociais: interações", organizado por Ronaldo Helal  Hugo Lovisolo e Antônio Jorge Gonçalves.   Este observa predominantemente a produção jornalística sobre futebol em determinados recortes temporais. São ensaios  como o que analisa o fenômeno Garrincha, assinado por Tiago Lisboa Bartholo e Antonio Jorge Gonçalves. Há também um artigo dedicado à forma como a imprensa argentina cobriu o fracasso de nossa seleção em 2006, por Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo. Este livro é de 2011.

Mas já em 2005, antes mesmo de sermos selecionados como país-anfitrião, a EdUERJ já estava publicando. É o caso de Futebol e sociedade: um olhar transdisciplinar, de Martha Lovisaro e Lecy Consuelo Neves.Este é resultado do primeiro Colóquio de Educação Física e Desportos, apresentado na Uerj. O textos abrangem várias vertentes, que vão de um olhar nos aspectos sociomotores até um olhar que relaciona futebol e sincretismo religioso ou samba. Na realidade, é um livro inclui também outros esportes em sua análise.



Estes são alguns destaques da seleção da EdUERJ nas quatro linhas.

Afinal, torcer apaixonadamente não significa deixar o senso crítico para trás.



terça-feira, 10 de junho de 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Hora de pensar sobre futebol

        Segunda-feira, a EdUERJ lança, na Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, RJ) dois livros sobre futebol!

No Brasil existe um fenômeno: todos acreditam entender de futebol. Em período de Copa do Mundo então, nem se fala. Sempre há uma opinião formada sobre qualquer assunto e os ânimos muitas vezes se exaltam por uma bola na trave.
Debatem-se acaloradamente convocações, o ritmo de jogo, a forma física dos atletas, as estratégias mais adequadas, as seleções favoritas ao título; projetam-se até possíveis heróis ou culpados, no caso de malogro em uma Copa. Isto é ótimo, mas não seria interessante dar ainda mais substância à discussão?
Dois lançamentos na área editorial podem incentivar um debate mais aprofundado: Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol, organizado por Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo, e Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol, de Gilmar Mascarenhas. Ambos saem pela Editora da Uerj e são indicados para quem gosta do esporte e deseja enxergar esta modalidade esportiva além das conexões sugeridas pelos comerciais de TV.
Copas do Mundo reúne 15 pesquisadores do meio acadêmico, com ensaios que abordam nove Copas do Mundo e uma Copa das Confederações. Os eventos foram selecionados de acordo com o grau de dimensão simbólica que adquiriram na imprensa e na sociedade brasileira, como as Copas conquistadas pelo Brasil.
Entradas e bandeiras oferece um olhar eminentemente geográfico sobre o processo histórico de desenvolvimento do futebol no Brasil. O autor aborda desde os momentos iniciais da adoção do esporte introduzido pelos ingleses até os dias de hoje, em que predominam os efeitos da concentração do poder e do capital sobre o espetáculo.
São livros que, ao falar da história, da cultura e dos mitos do esporte, investigam a realidade e as perspectivas do futebol brasileiro.








sexta-feira, 30 de maio de 2014

Sobre a Coleção Clássicos da Ciência

Texto  de Antonio Augusto Passos Videira sobre a coleção Clássicos da Ciência

O principal objetivo da Coleção Clássicos da Ciência consiste na publicação em português de obras científicas, as quais, devido ao impacto que produziram, foram – como ainda são - consideradas como responsáveis por transformações profundas em seus domínios, fazendo jus ao qualificativo de clássicos. Desse modo, esta Coleção procura contribuir para um maior e melhor conhecimento das origens e etapas de todas as disciplinas científicas, de modo a reforçar o seu ensino. Ainda que podendo ser caracterizada como uma série de história e filosofia da ciência, o público alvo da Coleção não se restringe aos profissionais dessas áreas. Sua meta é alcançar o público em geral.
A Coleção Clássicos da Ciência não privilegia nenhuma área da ciência. Todos os volumes são compostos de uma tradução e de uma introdução à vida e à obra do seu autor.

Iniciada e 2012, até o momento, foram publicados dois volumes na Coleção. O primeiro deles dedicado a Heinrich Hertz (1857-1894), físico alemão; o segundo ao físico e historiador francês Pierre Duhem (1861-1916). Nenhum desses livros conhecia uma versão em língua portuguesa. O próximo volume será dedicado a Ernst Mach (1838-1916), chegando às livrarias ao final deste ano.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Anibal Cristobo e "Ana Cristina Cesar por Marcos Siscar"


Depoimento do poeta Anibal Cristobo sobre a Coleção Ciranda da Poesia:



"Una de las cosas valiosas, que son muchas, que están 

sucediendo en el ámbito de la poesía en Brasil es la colección 

Ciranda da Poesia, coordinada por Italo Moriconi para la 

editorial de la Universidadad Estadual de Rio de Janeiro 

(Eduerj), donde poetas escriben sobre otros poetas y, después 

de ese ensayo, incluyen tambiém algunos poemas de poeta 

elegido a modo de antología personal. Pues bien: acabo de 

terminar de leer o que Marcos Siscar ha escrito sbre Ana 

Cristina César y solo puedo agradecer que exista gente tan 

inteligente como para ser capaz de producir las lecturas y 

análisis que Marcos ha realizado sobre un obra ya 

bastante comentada, y gente inteligente como la de Ciranda, 

entre la que se cuenta y el proprio Marcos, como para idear y activar un proyecto así de 

interessante.

Felicitaciones: ojalá en algún momento pueda traducir ese texto 


de Marcos Siscar, que es verdaderamente maravilloso".


sexta-feira, 23 de maio de 2014

EdUERJ lança Feminilidades






















Na quarta, dia 28 de maio às 19h, na Livraria do Museu da República, a EdUERJ lança "Feminilidades"

Sobre este livro:


Fruto de seminário realizado na UERJ, o livro propõe uma série de discussões heterogêneas e urgentes, analisando também o cenário político-social. Divide-se em cinco eixos: Direitos sexuais, saúde e relações étnico-raciais: perspectivas feministasFemininos trans: os corpos femininos que se constroemProstituição: os corpos como mercadoria ou a sexualidade como atividade econômica?Maternidades: femininos, direitos, desconstruções; eCorpos femininos no limiar de regulações jurídicas. Entre relatos de vida e reflexões acadêmicas, os capítulos instigam uma reflexão sobre questões inerentes ao universo da mulher.

Venha prestigiar!



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Em debate: como publicar poesia?

Kriller71: Leminski
Parafraseando Euclides da Cunha e o que ele disse sobre o sertanejo, podemos nos referir àqueles que se aventuram pela seara da edição de poemas. O editor de poesias é antes de tudo um forte, seria uma possível conclusão de quem compareceu ao debate realizado durante o evento “20 anos da EdUERJ – Encontros com Aníbal Cristobo”.

Foi numa terça-feira 13 de maio, na Casa Dirce Cortes, em Botafogo, com o empecilho dos poucos ônibus na rua, devido à greve. Mas isto não significou que não houvesse um público fiel. Havia e, melhor, interessado nos caminhos/futuros da poesia contemporânea. E a mesa de debate? Vamos a ela.

Além do poeta/editor argentino Aníbal Cristobo, contou com Marília Garcia, que trabalhou na Editora 7Letras, os poetas Lucas Matos e Márcio Junqueira, do Blog Bliss não tem Biz, e o editor executivo da EdUERJ, professor  Italo Moriconi. Pelos depoimentos, ficou nítido que publicar poesia não é um convite à morosidade.

Marília Garcia, que trabalhou na Editora 7 Letras e integra a
equipe da Revista Modo de Usar e co, considera o tipo de atividade que “pede o jogo de fazer e desfazer para voltar ao ponto inicial onde existe o espanto”.  Para ela, no mercado das edições independente, “o desafio não é vender, mas editar sem as maneiras de antemão já prontas”. E cita como exemplo de uma ação transgressora, a coleção Moby Dick, artesanal, da Editora 7Letras, feitos com uma impressora doméstica e uma tiragem pequena.
Aníbal Cristobo trouxe sua experiência internacional. Ele enxerga no mercado editorial espanhol um clima conservador nem sempre propício para a arte. E cita concursos realizados pelo governo com temas tolos, como poesias sobre touros, o que despertou uma reação entre o riso e a estupefação. “O mercado editorial espanhol não está acompanhando o que está acontecendo”, declarou. Por conta da falta de visão das grandes editoras, Cristobo passou na frente e acabou conseguindo editar uma antologia de Paulo Leminski. “Achavam que era um autor que só interessaria ao Brasil”. Cristobo também criticou o fato de que não se publica nada sem fazer previamente um projeto para descobrir a viabilidade comercial da iniciativa. “Eu não quero pensar em termos de produto, mas como um agente cultural. A ideia não é esconder a fragilidade do projeto, mas apresenta-la, não como carência, mas como característica”. Sua ação de publicar e distribuir o material da Editora Kriller71  é “fazer um tipo de guerrilha e oferecer outra coisa”, diz referindo-se ao cardápio mais tradicional das grandes editoras. A Kriller71 já publicou na Espanha autores como Marcos Siscar, Arnaldo Antunes e outros.

O professor Italo Moriconi, em seu depoimento, valorizou a crítica literária. Para ele, a leitura que fez, na adolescência, de “Metalinguagem e outras metas”, de Haroldo de Campos, foi uma experiência fundamental para sua formação. Também falou da alegria de publicar, pela EdUERJ, a coleção Ciranda da Poesia. Moriconi acredita que o fato de ser editado por uma editora universitária confere uma força ainda maior ao título. Para ele, uma coleção que veio para ficar, em consonância com a tradição da própria Uerj de valorizar a poesia, o que sempre aconteceu por meio de ações do Departamento Cultural ou do Instituto de Letras.

Por fim, aventou com a possibilidade de disponibilizar alguns títulos da coleção, que já estão esgotados, em formato de e-book, o que significa novidades à vista.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O futebol sob o prisma da geografia histórica (RELEASE OFICIAL)

Um estudo do futebol sob o prisma da geografia histórica, englobando o período que vai desde o fim do século XIX até o ano em vigor, incluindo a realização da Copa do Mundo no Brasil. Esta é a proposta do professor e geógrafo Gilmar Mascarenhas em seu novo livro, “Entradas e Bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol” lançado pela EdUERJ.
                                                                                                                
A primeira parte do livro enfoca a importância da Inglaterra na difusão do futebol. Mascarenhas observa como os emigrantes ingleses, ao praticarem o esporte em terras estrangeiras, acabaram por divulgá-lo em escala mundial. Em seguida, aprofunda-se no caso Brasil, explicitando a forma negativa como o futebol foi inicialmente recebido por alguns setores do país, e como se deu a superação dessas resistências.

Assim, o autor oferece um panorama do desenvolvimento do esporte no país: da prática do esporte pelas elites, que o absorveram primeiro, até a gradual aceitação pelas classes populares. Ele trata da construção dos grandes estádios, como o Maracanã, e da realização da Copa de 50, indo além do enfoque Rio-São Paulo. A popularização do futebol é defendida com a perspectiva de que foi um elemento primordial na política de integração nacional.

Com um olhar no presente, Marcarenhas debate sobre o novo desafio que o país enfrentará agora: ser anfitrião de mais uma Copa do Mundo. Junto a isso, os fatores que a acompanham como o investimento em estádios e cidades-sede, o encarecimento do preço dos ingressos, a imposição de normas pela FIFA, as manifestações durante os jogos, entre outros.

Por fim, “Entradas e Bandeiras a conquista do Brasil pelo futebol” apresenta a expansão do esporte por todo o território e como ele se tornou mais do que um esporte para a nação, debatendo questões importantes como a metropolização do futebol, a concentração do capital em determinadas regiões e os caminhos sugeridos pela globalização.

(Release: Thais de Souza Araújo)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sobre os 20 Anos de EdUERJ – ENCONTROS COM ANÍBAL CRISTOBO -

 Segue este texto de autoria de Lucas Matos, do Blog Bliss não tem Bis, 

O evento marca a celebração dos 20 anos de existência da Editora Universitária da UERJ, e é fruto de uma ação coletiva que integra a própria Editora, a Casa de Leitura Dirce Côrtes Riedel e o coletivo de artistas e editores de poesia Bliss Não Tem Bis (Clarissa Freitas, Lucas Matos, Marcio Junqueira e Thiago Gallego). A editora tem se destacado, entre outros motivos, por sua atuação voltada para a crítica e antologia de poesia, através da reconhecida coleção Ciranda da poesia. O objetivo é comemorar a data através do aprofundamento de reflexões que possibilitem o diálogo acerca do contexto cultural da cidade.

Como um dos convidados para destacar a partilha plural do momento, foi escolhido o poeta e editor da Kriller71 Ediciones, Aníbal Cristobo, argentino que atualmente reside em Barcelona e que mantém uma atuação constante nos debates e na tradução da poesia brasileira contemporânea para o castelhano. Trata-se da promoção de um reencontro de Aníbal com a cidade, onde morou de meados da décad
a de 90 até o início dos anos 2000, e viveu desde apresentações performáticas, como a dos Monges Acrobatas, junto com Carlito Azevedo, Felipe Nepomuceno e Leonardo Martinelli, até o lançamento de suas primeiras publicações.

Com editores e poetas de igual destaque na atuação na cena carioca, como Ítalo Moriconi e Marília Garica, e o coletivo Bliss Não Tem Bis (Clarissa Freitas, Lucas Matos, Marcio Junqueira e Thiago Gallego) serão promovidos encontros marcados pelo questionamento da edição de poesia na contemporaneidade, e pela leitura de poesia e performance poética. Serão realizadas duas noites de eventos, na semana de Maio de 12 a 16, na Casa de Leitura Dirce Côrtes Riedel.

Na terça-feira, dia 13/05/2014, a partir das 19h30m, Aníbal Cristobo (Kriller71 ediciones) se reúne à Marília Garcia (Modo de Usar e Co.) e Ítalo Moriconi (Ciranda da Poesia/EdUERJ) para debater Edição de poesia hoje: modos de fazer e de desfazer. A mediação fica a cargo de Lucas Matos e Marcio Junqueira (ambos da revista-disco de poesia e do blog Bliss Não Tem Bis).

Na quinta-feira, dia 15/05/2014, no mesmo horário das 19h30m, ocorre uma noite de Leituras de Poesia/Performances poéticas com apresentações de Aníbal Cristobo, Clarissa Freitas, Lucas Matos, Marcio Junqueira, Marília Garcia & Thiago Gallego. Nesse dia, estará disponível para compra o novo livro de Aníbal Cristobo, editado pela 7letras, Minha vida como bactéria, publicação bilíngue, com tradução para o português por Marília Garcia e Luciana di Leone.


A celebração dos 20 anos da EdUERJ evidencia a consciência histórica e política da atuação de uma editora universitária voltada para o aprofundamento de reflexões que permitam uma intervenção ampla no contexto cultural da cidade

terça-feira, 6 de maio de 2014

Poeta Aníbal Cristobo em evento comemorativo de 20 anos da EdUERJ

A Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EdUERJ) e a Casa de Leitura Dirce Cortes Riedel promovem, nos dias 13 e 15 de maio, o evento "20 anos de EdUERJ: Encontros com Aníbal Cristobo".
Será a oportunidade de o público do Rio conhecer pessoalmente o poeta nascido em Buenos Aires e autor de livros como Teste da Iguana (Editora 7Letras) e Krill (Editora Tsé Tsé), muitos deles em edições bílingues, oferecendo um desdobramento do verso em castelhano e português.
A programação do evento inclui debates e performances poéticas, a ser realizados na Casa de Leitura Dirce Cortes Riedel, em Botafogo.
A primeira atividade será no dia 13, terça-feira, às 19h30. É o debate Edição de Poesia Hoje: modos de fazer e desfazer, com o Editor Executivo da EdUerj, professor Italo Moriconi e os poetas Marília Garcia, Lucas Matos e Márcio Junqueira, redatores do blog Bliss não tem Bis. A conversa, que também contará com Cristobo na mesa-redonda, enfocará as tendências poéticas atuais, como a de criar obras novas a partir de colagens ou de reorganização de materiais já existentes.

Na quinta-feira, 15 de maio, às 19h30, Cristobo terá a companhia dos poetas Clarissa Freitas, Thiago Gallego, Lucas Matos e Marcio Junqueira. Será uma noite dedicada à leitura de poesia e performances poéticas.

Para quem quiser conhecer melhor este poeta argentino, atual morador de Barcelona, uma dica é conferir o volume da Ciranda da Poesia lançado pela EdUERJ em 2013 , "Aníbal Cristobo por Manoel Ricardo de Lima".




A outra dica é conferir "20 anos de EdUERJ: Encontros com Aníbal Cristobo". A entrada é franca.



A Casa de Leitura Dirce Cortes Riedel fica na Rua das Palmeiras 82, em Botafogo.





Blog Bliss não tem Bis: http://blissnaotembis.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livro discute identidade e futebol (RELEASE OFICIAL)

Qual o papel do futebol na autoimagem do brasileiro? Desde quando se atribui à seleção brasileira a missão de “defesa da honra nacional”? Por que se aprende desde criança que o Brasil é “o país do futebol”?
Investigar qualidades supostamente inatas do Brasil não seria possível sem analisar os momentos em que a Seleção Brasileira consolidou-se como paixão comum de todas as classes sociais. Esse olhar crítico é a proposta de Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol, organizado pelos professores Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo.

O lançamento da EdUERJ reúne 15 pesquisadores que apresentam ensaios sobre nove Copas do Mundo e uma Copa das Confederações, eventos selecionados principalmente pelo critério da dimensão simbólica de seus resultados na imprensa e na sociedade brasileira. Cada capítulo enfoca um período importante de nossa memória esportiva, incluindo, claro, a derrota espetacular na Copa de 1950 e as cinco Copas do Mundo conquistadas pelo Brasil.
Ao analisar diferentes recortes temporais, o livro também trata do legado de cronistas como João Saldanha, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues e ainda Gilberto Freyre. Este, com a crônica “Foot-ball mulato” – publicada dois dias antes da final da Copa de 1938 –, tornou-se o primeiro intelectual a relacionar o estilo de jogar da seleção brasileira aos traços culturais nacionais.
Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol oferece uma viagem no tempo e uma reflexão sobre nossa memória. Recomendado para os estudiosos de comunicação, sociologia ou história. E para todos que desejam entender o futebol além das quatro linhas.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Perdemos Ernesto Laclau

Morreu neste domingo, 13 de abril, um dos grandes teóricos políticos da atualidade: Ernesto Laclau. Em 2011, a EdUERJ teve a honra de publicar o seu clássico Emancipação e diferença, graças à iniciativa da professora Alice Casimiro, da Faculdade de Educação.

Para o professor Italo Moriconi, editor executivo da EdUERJ, Laclau teve o mérito de combinar a herança do marxismo gramsciano com as teorias radicais contemporâneas da "diferença", desenvolvendo uma perspectiva progressista e democrática frutífera para pensar as condições contemporâneas.






Mais informações sobre o falecimento de Laclau podem ser encontrados no link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/04/1440261-morre-aos-78-o-argentino-ernesto-laclau-ideologo-do-governo-kirchner.shtml

Resenha de Emancipação e Diferença:

http://revistaestudospoliticos.com/wp-content/uploads/2012/04/4p130-135.pdf

Entrevista com Laclau (com citação ao livro Emancipação e diferença):

http://ligajus.blogspot.com.br/2013/12/entrevista-ernesto-laclau.html

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lançamento do Livro no dia 10 de abril.




Lançamento do livro organizado pelas professoras Rosana Glat e Márcia Denise Pletsch. Abaixo, o resumo de "Estratégias Educacionais Diferenciadas para alunos com necessidades especiais" que está no site da EdUERJ.

"Reflete sobre aspectos teóricos e práticos no campo da educação inclusiva. Os capítulos abordam principalmente a utilização e a aplicabilidade do Plano Educacional Individualizado (PEI), instrumento empregado inicialmente em redes escolares na Europa e nos Estados Unidos, com a finalidade de promover o desenvolvimento e a ambientação de alunos que necessitem de cuidados especiais. Entre os temas abordados, estão estratégias pedagógicas de inclusão, como o ensino colaborativo e a aprendizagem mediada, e a atuação da escola como parceira no processo de integração do aluno com deficiência ao mercado de trabalho".


A postagem anterior é uma entrevista com a professora Rosana Glat, abordando os temas do livro.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Entrevista: Professora Rosana Glat

A Editora da Uerj acaba de lançar “Estratégias educacionais diferenciadas para alunos com necessidades especiais”, com organização de Rosana Glat e Márcia Denise Pletsch. Professora e Diretora da Faculdade de Educação da Uerj, Rosana Glat conversou com o nosso blog sobre este lançamento.

Gostaria que falasse para o leitor do Blog sobre o livro “Estratégias diferenciadas ...”. Quais são os temas abordados?

Este livro é o resultado de uma série de pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Pós-graduação da Uerj, o Proped. Os artigos abordam estratégias diferenciadas para a aprendizagem e a inclusão de pessoas com deficiências e outras necessidades especiais.
Alguns assuntos do livro:  Plano educacional individualizado (PEI), ensino colaborativo, comunicação alternativa...Não discutimos somente sobre a escola, também sobre a inserção no mercado de trabalho, habilidades sociais e formação de professores, etc.
Como surgiu a ideia de publicar o livro?

Esta publicação é uma das ações do Projeto Formação inicial e continuada de professores comprometidos com a inclusão educacional do aluno com deficiência: do ensino fundamental à universidade”, agraciado pelo Programa de Apoio à Educação Especial da CAPES (PROESP/CAPES), sob coordenação geral da Profª. Drª Leila Regina d´Oliveira de Paula Nunes, uma das autoras do livro. É um projeto de quatro anos, que, além de publicações, promove seminários, e também financia bolsas de mestrado e doutorado. Na hora de publicar, a EdUERJ tornou-se uma opção por ser a editora da casa. Vale ressaltar que todos os autores são professores, alunos ou ex-alunos da pós-graduação ou bolsistas de iniciação científica da Uerj.

 Falando sobre o tema, qual seria a principal dificuldade na implementação de estratégias educacionais inclusivas?

A primeira dificuldade é a de adquirir a compreensão de que alunos com necessidades educacionais especiais precisam destas estratégias, não podendo acompanhar as aulas de qualquer jeito. Precisam de uma atenção diferenciada. Estas estratégias significam técnicas de ensino e aprendizagem, adaptação dos recursos disponíveis e do próprio currículo, assim como uma capacitação de professores. O nosso livro enfatiza muito o suporte da educação especial, sobretudo o trabalho colaborativo com os professores da turma comum. É preciso trabalhar junto o profissional de suporte, por exemplo, mediador ou professor da sala de recursos e o professor regente. Este não pode deixar de ser professor do aluno, ou seja, não pode simplesmente entregar o trabalho para o especialista ou mediador.
Também é preciso frisar que a inclusão em uma classe comum nem sempre é a melhor opção para todos os alunos. A tendência à generalização é complicada. Alguns alunos podem se desenvolver melhor em ambientes mais estruturados, como por exemplo, em classes especiais – desde que essas, de fato, promovam sua aprendizagem e futura inclusão.

Nesse aspecto, você acha que precisamos evoluir muito em relação aos países mais desenvolvidos?

A evolução não é em termos de legislação, que é muito boa, mas na implementação das políticas.
Nos EUA existe um plano de longo e médio prazo para cada estudante, o Plano de Educação Individualizada (PEI). Este plano é elaborado por uma equipe da escola que inclui os pais, dependendo da faixa etária, o próprio aluno, e outros profissionais que o atendem, por exemplo, psicólogo, fonoaudiólogo, etc. O PEI é feito todos anos, analisando o que é mais importante para o aluno, adaptando currículo de acordo com sua realidade. O PEI é útil não só em casos de deficiência, mas por exemplo, também com alunos com altas habilidades.

Imagino que seja mais fácil para um aluno portador de necessidades especiais ser educado em uma escola onde o ensino seja ministrado com mais zelo.  E nem sempre um ensino de qualidade é acessível. Está correto pensar assim?

Não necessariamente.  Hoje o município do Rio possui algumas escolas que são melhores para matricular uma pessoa com deficiência do que escolas particulares.

Para terminar, professora, a quem você recomenda o livro “Estratégias educacionais diferenciadas para alunos com necessidades especiais”?

O livro é voltado para pesquisadores e estudantes de graduação e pós graduação, em pedagogia, psicologia, e outras licenciaturas. Mas é indicado não só para aqueles que circulam na academia, mas para professores e demais profissionais da saúde e educação.

O Blog da Editora da Uerj agradece a sua entrevista!


quinta-feira, 27 de março de 2014

A importância da pesquisa qualitativa em geografia


Dois verbos imprescindíveis para que se desenvolva o conhecimento: pesquisar e interpretar. Este lançamento de 2013 na área de geografia traz relatos que demonstram a importância de um bom planejamento.  

São 27 artigos assinados por professores de instituições universitárias diversas, cujos textos resultam de pesquisas acadêmicas desenvolvidas em programas de pós-graduação e de iniciação-científica. As atividades práticas foram realizadas especificamente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba, Goiás e Tocantins. 


Didaticamente, a primeira parte é a que destrincha os conceitos gerais, a relevância, a metodologia e os erros comuns dos que se aventuram na área deste tipo de pesquisa. Nas demais, predominam as descrições de experiências práticas.

Os exemplos vão de Uberlândia à Goiânia, passando por outros cenários, levando o leitor a uma viagem exploratória por diferentes aspectos do Brasil. Com isso, cobre o amplo espectro de dúvidas que um estudante poderia ter sobre o tema, trazendo, em suas mais de 500 páginas, narrativas que se desdobram nos campos urbano e rural.

Podemos citar como exemplo das abordagens, o artigo de Xisto Serafim de Santana sobre o discurso do medo e sua influência sobre a geografização das práticas da violência. Ou a análise de Iara Soares e de Beatriz Ribeiro para as aglomerações urbanas no Brasil, tendo Montes Claros/MG como objeto de estudo. Há também um capítulo, assinado por Glaucio Marafon e Marcelo Antonio Sotratti, sobre a pesquisa qualitativa nos estudos do patrimônio cultural em espaços rurais.

Além de dissipar dúvidas acerca a pesquisa qualitativa, o livro pode ser um atrativo para que futuros pesquisadores, ajudando-os a definir ações práticas e conceituais que resultem em um conhecimento que possa ser validado pela comunidade científica.








quarta-feira, 26 de março de 2014

Pensando um pouco sobre saúde e liberdade

A saúde não diz respeito somente aos médicos. É assunto para sociólogos, antropólogos, estudantes de comunicação...O mundo é algo muito complexo mesmo. Por exemplo, a questão do fumo. Diariamente somos bombardeados pela indústria do cigarro, suas propagandas e métodos cada vez mais convincentes.

Por outro lado, mesmo que os impostos sejam uma fonte significativa de renda, existe uma força estatal no sentido de coibir o fumo, de destacar os males causados pelo cigarro. Considero uma proteção para as pessoas que não querem ficar fumando por tabela. Contudo, o perigo está no exagero quando o fumante passa a ser estigmatizado e o conceito negativo que temos sobre o cigarro se transfere para o usuário. E se torna preconceito.

Neste ponto estamos falando de saúde, mas também sobre liberdade. Até que ponto as leis podem dizer o que um indivíduo pode ou não fazer? Vale a pena diminuir a liberdade individual em nome de um suposto bem estar coletivo?

Foram algumas das abstrações que me ocorreram quando li "De volta à polícia médica: os (des)caminhos da vigilância antitabagista", artigo escrito por Luiz Antonio de Castro Santos, que faz parte de  Contrapontos - ensaios sobre saúde e sociedade, lançado em 2013 pela EdUERJ.

Este livro traz reflexões sobre a saúde em diversos recortes temporais da história do Brasil. Aborda temas como os aspectos sanitaristas da Primeira República, questões de saúde da Era Vargas, situações relacionadas aos tratamentos da Hanseníase e a tuberculose, entre outros. Em resumo, reflexões relativas à medicina e à qualidade de vida que remetem a momentos pretéritos ou atuais de nossa sociedade.

Entre os autores estão professores como Lina Faria, Alba Zaluar e o próprio Luiz Antonio de Castro, que também é o organizador.

quinta-feira, 20 de março de 2014

A loucura como camisa de força

Por conta das questões levantadas pelo livro “Crime e Loucura”, disponibilizado pela EdUERJ para download em seu site, lembrei de um filme que me causou muito impacto: “Vincere”, de Marco Bellocchio, de 2009.
O diretor é um ícone do cinema italiano: criou obras maravilhosas como “Bom dia, noite” e “O processo do desejo”, entre outros. “Vincere” é baseado na história real envolvendo o ditador Mussolini e sua primeira esposa Ida Dalser. Ao chegar ao poder, Mussolini renegou seu primeiro matrimônio e,mesmo não sendo solteiro, casou-se de novo. O drama é centrado na luta de Ida Dalser para provar que ela é a esposa legítima do poderoso Italiano.
A reação de Mussolini é aprisioná-la em um manicômio judiciário, alegando tratar-se de um esquizofrênica. E tão grave quanto: renegando Benito Albino, o filho de ambos. 
No manicômio, poucos acreditavam que Ida havia sido realmente a mulher do ditador.  Este casara-se novamente, mesmo diante da impossibilidade judicial (com a ajuda de documentos falsos e a conivência de corruptos).

É emocionante a batalha de Dalser para garantir seus direitos e também os do filho.Mesmo aprisionada, ela não desiste. É Impossível assistir e não torcer por ela.

O filme acaba remetendo ao uso ideológico que se faz do Manicômio Judiciário para calar uma pessoa cuja única loucura é querer provar a verdade. Ou querer ser diferente.

Voltando ao livro de Sérgio Carrara, que fala da aparecimento do Manicômio Judiciario no Brasil. Pode ser baixado neste link:  http://www.eduerj.uerj.br/download/crime_loucura.pdf

quarta-feira, 19 de março de 2014

Novo Livro para download

A EdUERJ disponibilizou para download o livro “Crime e Loucura – o aparecimento do manicômio judiciário na passagem do século”, de Sérgio Carrara, professor do Instituto de Medicina Social da Uerj e Coordenador-Brasil do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos.
A obra pode ser conferida no link http://www.eduerj.uerj.br/download/crime_loucura.pdf.
A proposta do livro é analisar os motivos da implementação, em território brasileiro, do manicômio judiciário, instituição de caráter ambíguo, entre o terapêutico e o punitivo. Com isso, reflete sobre a definição de louco-criminoso, sobre conceitos como normalidade, livre arbítrio, sanidade e responsabilidade, que dividiam especialistas nas áreas criminal, jurídica e psiquiátrica. Publicado originalmente em 1998, é fruto de uma tese de mestrado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, baseando-se em uma pesquisa em livros, laudos e documentos do fim do século XIX e início do século XX.



Ao remeter à criação do Manicômio judiciário, o autor oferece qualidade a um debate que continua atual e que se inflama sempre que se fala sobre responsabilidade criminal ou de transtornos de personalidade como a psicopatia.


sexta-feira, 14 de março de 2014

O dia da poesia e a poesia de todos os dias

Hoje, 14 de março, comemora-se o Dia da Poesia. A data foi escolhida como forma de homenagear um dos seus maiores representantes: Castro Alves (nascido em 14 de março de 1847)

A EdUERJ carrega a poesia em suas veias: edita desde 2010 a Coleção Ciranda da Poesia, que mescla poemas e crítica literária em cada volume. A coleção foi concebida pelo editor executivo da EdUERJ, Italo Moriconi, e já conta com mais de 20 títulos. O conselho editorial é formado pelos professores Viviana Bosi, Marcos Siscar, Diana Klinger e Masé Lemos.

Com a publicação dos seus oito primeiro volumes em 2010, o professor Italo Moriconi foi finalista ao Prêmio Jabuti na categoria Teoria/Crítica Literária.
São livros em formato pequeno, fáceis de carregar. Quando você está com um deles nas mão,o difícil é não imaginar as pessoas levando os volumes da coleção para os saraus e debates de poesia contemporânea.

Uma das marcas registradas é o Layout. Cada edição estampa uma cor na capa, assim como versos em alto relevo. São dois autores/poetas em cada livro: um deles representado por uma seleção de poesias; e o outro autor é o responsável pela análise literária.
Em um "resumo poético" da proposta, diria que, em cada título,as trilhas abertas por um poema encontram a observação fértil de um poeta.

Recentemente a EdUEJ publicou "Francisco Alvim por Lu Menezes", além de Ricardo Aleixo por Carlos Augusto Lima", "Alberto Pucheu por Mariana Ianelli", "Anibal Cristobo por Manoel Ricardo de Lima" e "Ingeborg Bachmann por Vera Lins". Saíram em 2013.
Em 2014, haverá novidades!





segunda-feira, 10 de março de 2014

Sobre a série Cientistas Fluminenses

 Segue uma matéria que não é original aqui do Blog. É um texto  publicado no site www.rj.gov.br, no dia 10 de fevereiro.

 

 

Aumenta o número de instituições de ciência, tecnologia e cultura no Estado

 
 
 
Faperj lança o novo Mapa da Ciência, com acréscimo de 140 novos verbetes relacionados a entidades científicas. Lançamento inclui também o Dicionário da Política Republicana do Rio de Janeiro e a série Cientistas Fluminenses


Nos últimos dez anos, o Estado do Rio de Janeiro ganhou 140 novas instituições voltadas para a ciência, tecnologia e cultura, um acréscimo de 89% em relação ao último levantamento. A informação consta do Mapa da Ciência, publicação que será relançada no Palácio Guanabara no próximo dia 12, às 11h, agora em versão trilíngue – português, inglês e espanhol. A compilação foi feita pela primeira vez em 1999 e teve revisões lançadas em 2001 e 2004. A última apresentou 158 verbetes, enquanto a atual catalogou 298. O livro é produzido pelo Centro de Estatísticas do Rio de Janeiro (Ceperj), em parceria com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj), vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. Na ocasião, a Faperj lançará também o Dicionário da Política Republicana do Rio de Janeiro e a coletânea de biografias Cientistas Fluminenses.

Sobre as publicações

O Dicionário da Política Republicana do Rio de Janeiro visa colocar ao alcance da sociedade um painel informativo sobre a história política, econômica e cultural do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro, a partir da proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, até 2009. Na obra, encontram-se as biografias de todas as personalidades que se destacaram no mundo político-administrativo local, como governadores (Rio de Janeiro e Guanabara) senadores (Rio de Janeiro e Guanabara), deputados federais e estaduais (Rio de Janeiro e Guanabara), prefeitos do Rio de Janeiro, Niterói e Campos, Arcebispos do Rio de Janeiro e personalidades que se destacaram no campo cultural e científico. O Dicionário é uma publicação apoiada pela Faperj, com 1.452 páginas, organizada e produzida por pesquisadores do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Cientistas Fluminenses é a primeira série de uma coletânea de biografias de cientistas fluminenses, focando, inicialmente, dez nomes: Anísio Teixeira, Carlos Chagas, Carlos Chagas Filho, Cesar Lattes, Edgar Roquete-Pinto, Johanna Döbereiner, José Leite Lopes, Nise da Silveira, Oswaldo Cruz e Vital Brazil. Foi organizado pela Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EdUERJ), em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com o apoio da Faperj. O objetivo da coletânea é possibilitar a difusão e a popularização da ciência e da tecnologia junto à sociedade, em geral, atividade fundamental para despertar o interesse por essa área, sobretudo dos jovens.