O Uerj sem Muros é um grande evento que todos os anos integra a universidade e a comunidade. É o período de maior efervescência, quando todos apresentam os seus projetos em todas as áreas do conhecimento. É a EdUERJ não está de fora!
Abaixo os nossos dois cartazes. Se quiserem ver em uma resolução melhor, eles estão postados em nossa página do Facebook: www.facebook.com/eduerj
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Toda a magnitude da Mata Atlântica
A fotografia de Antonio Carlos de Freitas ressalta o esplendor de todos os componentes ambientais. O fotógrafo - que também é físico - teve a sensibilidade (e as lentes) que nos permite alcançar uma magnitude só disponível aos que visitaram o local.
Afinal, temos uma questão interessante. A dimensão artística da natureza:
( ) - Está em nossos olhos (como alguém disse: "a beleza está nos olhos de quem vê"),
( ) - é fruto de uma câmera habilidosa ou
( ) - trata-se de uma elegância inerente aos seres vivos fotografados
( ) - A soma de todas as respostas anteriores
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
As facetas culturais de um corpo
Compreender a dimensão simbólica e cultural do corpo, tendo
o espaço urbano e contemporâneo como palco privilegiado. Esta é a proposta de O
corpo representado – mídia, arte e produção de sentidos (EdUERJ), organizado
por Denise da Costa Oliveira Siqueira. Em busca dos valores que a sociedade
atribui à engrenagem física do ser humano, os ensaios nos levam a uma trilha
composta por cinema, histórias em quadrinhos, videoclipes, revistas e dança
contemporânea, entre outros.
Na primeira parte, “Corpo feminino e mídia”, são discutidas
representações da mulher, predominantemente a jovem, nos formatos midiáticos,
como videoclipes, cartões-postais de praias ou peças publicitárias. Na segunda,
o enfoque é a dança contemporânea como expressão artística que permite ao corpo
provocar reflexão e contestação, recorrendo mesmo ao grotesco para esses fins.
O último segmento, “Corpo, representações e relações de poder”, observa os
corpos superpoderosos dos heróis dos quadrinhos, mas também o corpo fragilizado
por uma deficiência. Nessa parte, há ainda um capítulo sobre o marketing
político dos candidatos provenientes da cultura funk.
Com este enfoque amplo, O corpo representado torna-se uma
leitura indicada tanto para quem estuda o corpo e sua representação midiática
quanto para os que procuram compreendê-lo como objeto da arte. Assim, pode
interessar sobretudo aos pesquisadores de ciências sociais, artes e
comunicação, mas também a quem deseja aprofundar o debate sobre a cultura nos
dias de hoje.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Os valores do corpo
As mulheres
que aparecem, sedutoras, em campanhas publicitárias, e os super-heróis dos
quadrinhos com seus poderes inimagináveis...o que teriam estes personagens em
comum? A resposta está no simbolismo que é atribuído às suas aparências, ícones
da indústria cultural.
O corpo que
aparece na televisão, no cinema, nos quadrinhos, tangenciando um ideal de
perfeição, eventualmente estereotipados, nos fazendo sentir desconfortáveis em
relação à nossa própria imagem. O corpo artístico em cena, na dança
contemporânea, como objeto da arte.
Afinal, o
que a mídia e a arte dizem a respeito de nossos corpos? E o que nossos corpos
estão dizendo de nós mesmos quando escolhemos modifica-los?
O corphipertrofia. Com modificaçificaçira Siqueira. O lançamento
da Editora da Uerjr sobre os valO corpo representado – mídia, arte e produção
de sentidos, organizado por Denise da Costa Oliveira Siqueira,
lançamento da EdUerj, é uma proposta de reflexão sobre o tema. E é sintomático
que ao investigar a representação do corpo nas artes e na mídia, os ensaios
falam principalmente dos valores da nossa cultura.
Em breve,
vamos colocar o release deste livro por aqui, com mais detalhes sobre os
capítulos.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Um debate que une dois países (RELEASE OFICIAL)
Atravessar fronteiras, contribuindo com o debate de ideias e
a criação de alternativas para os problemas cruciais da área educacional. Esta
é a proposta de “Diálogos curriculares entre Brasil e México”, lançamento da
EdUERJ, organizado pelas professoras Alice Casimiro Lopes e Alicia de Alba.
A obra
salienta as diferenças existentes entre os dois países latino-americanos. No
Brasil, o sentido do currículo é intrinsecamente associado à discussão sobre a
educação básica. Já, no México, há pouca atuação de pesquisadores nas
políticas, nas práticas e na formação de professores desse nível, o que torna o
pensamento curricular fortemente vinculado ao ensino superior. Esta e outras
diferenças são enfatizadas pela proposta de leitura.
“Diálogos
curriculares entre Brasil e México” é indicado para aqueles que se interessam
pela área da educação com enfoque na América Latina. O livro faz parte da série Pesquisa em
Educação.
(Thais de Souza
Araújo)
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
O bullying sob outra perspectiva
Como estudiosos de diversos países conceituam o bullying? Quais são as propostas para o combate
ao bullying no Brasil? Para compreender questões como essas, é necessário certo
distanciamento dos tons mais emocionais que nos ligam às situações de
injustiça, e partir para uma análise mais ampla.
Essa é a proposta de “Bullying e cultura de paz no advento
da nova ordem econômica”, de Leila Maria Torraca de Brito, lançamento da
Editora da Uerj. Sob o prisma reflexivo das ciências humanas, a autora não se propõe a observar o bullying baseada em casos específicos ou tampouco procurar as motivações de quem se envolveu em casos assim. A meta é construir uma análise do impacto deste
comportamento (ou da gama de atitudes que configuram o bullying) em nosso mundo contemporâneo, mais precisamente na maneira como a sociedade reage, ao elaborar reflexões, conceitos e leis acerca do problema.
Neste contexto, um capítulo enfoca as diferenças com que
teóricos definem este fenômeno e levanta os problemas relativos a estas tentativas de conceituação, como as dificuldades que surgem quando se tenta delimitar a constância com que um comportamento repetitivo caracterizaria um episódio de bullying.
O lançamento também traz, como destaques, uma reflexão sobre o que tem se denominado como cultura de paz e uma minuciosa pesquisa dos projetos de lei apresentados sobre o bullying, evidenciando a tendência da linha de pensamento de que os conflitos sociais devam ser resolvidos pela via jurídico-criminal, mesmo os que ocorrem dentro dos muros da escola.
O lançamento também traz, como destaques, uma reflexão sobre o que tem se denominado como cultura de paz e uma minuciosa pesquisa dos projetos de lei apresentados sobre o bullying, evidenciando a tendência da linha de pensamento de que os conflitos sociais devam ser resolvidos pela via jurídico-criminal, mesmo os que ocorrem dentro dos muros da escola.
O livro da professora Leila Maria Torraca de
Brito, fruto de uma pesquisa de pós-doutorado pela Puc-MG, torna-se
uma indicação para professores e educadores e também para aqueles que desejam
entender um tema que tanto revela sobre o homem moderno.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Adib Jatene entrevistado na Coleção Pensamento Contemporâneo
Referência mundial em cirurgia cardíaca e nos campos do ensino, da cura e prevenção de doenças, Adib Jatene é o entrevistado no novo
título da coleção Pensamento Contemporâneo, publicado pela EdUERJ.
Durante a entrevista conduzida pelos professores Eliete
Bouskela e Maria Andréa Loyola, em tom coloquial, Jatene fala de sua infância,
da luta de sua mãe pela educação dos filhos, e de etapas de sua vida
profissional. Comenta a sua inspiração para construir o primeiro coração-pulmão
artificial utilizado em cirurgias cardíacas do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da USP. Além disso, não evita abordar aspectos relativos
ao desenvolvimento do país e também episódios de sua atuação como ministro da
Saúde.
Ao final da entrevista, os médicos Henrique Murad e
Milton Meier, membros titulares da Academia Nacional de Medicina, comentam
a trajetória e a singular contribuição de Adib Jatene à medicina.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Encontros de Filosofia e Poesia
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Livro analisa ascensão de movimentos sociais na Bolívia
Seguem detalhes sobre o livro que será lançado nesta sexta-feira 22 de agosto na Livraria do Museu da República.
Nas últimas três décadas, a Bolívia sofreu profundas
modificações em sua sociedade civil, fato marcadamente por influência da
ascensão de movimentos sociais. Esta efervescência culminou com a eleição pela
primeira vez de um presidente indígena, Evo Moralez, que assumiu em 2006, e
demonstrou um rearranjo nas forças no país.
Compreender os novos atores sociais e o impacto destas
ideias na relação entre o Estado e a Sociedade é a proposta de “Reemergência de
identidades étnicas na modernidade – movimentos sociais e Estado na Bolívia
Contemporânea”, da professora Alice Soares Guimarães, lançamento da Editora da
Uerj.
Em sua pesquisa, a autora reconstrói a trajetória de
interação entre as coletividades étnicas e o Estado boliviano ao longo da
história republicana, analisando as mudanças no âmbito destas relações. Para
isso, examina um dos principais movimentos sociais do país, o dos plantadores
de coca do Trópico de Cochabamba, considerado na literatura como um dos mais
bem sucedidos da América Latina atual.
O livro é uma indicação de estudo para os pesquisadores das
relações entre Estado e sociedade na modernidade, assim como para aqueles
que se dedicam à pesquisa de questões relativas à América Latina.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Lançamento de "Reemergências"

Nesta sexta-feira, a EdUerj lança mais um livro: "A reemergência de identidades étnicas na modernidade: movimentos sociais e Estado na Bolívia contemporânea" de Alice Soares Guimarães. A obra observa os processos e dinâmicas, no contexto da sociedade
boliviana, que levaram ao protagonismo os movimentos sociais indígenas e
examina um dos principais movimentos sociais da Bolívia contemporânea, o dos
plantadores de coca do Trópico de Cochabamba, como um dos mais exitosos da
América Latina atual.
É amanhã! Não deixe de comparecer!
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Beatriz Damasceno em entrevista sobre Lúcio Cardoso
Lúcio Cardoso escreveu
romances, peças, poesias e se expressou por meio das artes plásticas. Neste mês
em que se comemora o seu aniversário de nascimento (ocorrido em 14 de agosto de
1912), a professora e doutora em letras pela PUC - Rio Beatriz Damasceno
conversou com o nosso blog sobre “Lúcio Cardoso em corpo e escrita”, livro que
lançou pela Editora da Uerj em 2012.
Professora, como surgiu o seu
interesse pelo trabalho de Lúcio Cardoso?
O primeiro livro que li do
Lúcio Cardoso foi a novela Inácio,
nos meus tempos de faculdade, aqui na Uerj, e fiquei admirada com a densidade
do texto. Lúcio Cardoso é um grande escritor, à medida que conhecemos seu
trabalho, nós nos impressionamos com a construção dos personagens, com a
estrutura narrativa.
Além disso, o meu interesse de
pesquisa é a relação entre a escrita e a experiência e Lúcio Cardoso manteve
diário durante anos e o escrevia para publicação, tudo isso me levou ao estudo
de sua trajetória como escritor.
Pensando neste mês em que se
comemora o aniversário de nascimento do escritor, você acredita que o trabalho
de Lúcio Cardoso é devidamente reconhecido?
Existe o reconhecimento da
qualidade de Lúcio Cardoso como um grande romancista. Crônica da casa assassinada, por exemplo, está entre os clássicos
de nossa literatura, já teve adaptação para o cinema e o teatro. Entretanto, o
nome do escritor não tem uma repercussão midiática ou tão popular. Creio que a
apresentação da obra do Lúcio Cardoso nas universidades e a boa divulgação dos
nossos escritores, em geral, é sempre um presente maior para o leitor, mais do
que para o próprio autor. Por isso, um espaço como este de vocês é tão
importante.
Um fato fascinante na vida de
Lúcio Cardoso é que ele não deixou suas atividades criativas serem
interrompidas pelo derrame que sofreu, permaneceu criando mesmo com suas
limitações, investindo mais nas artes plásticas. O seu livro cobre
bastante este período depois do AVC. Gostaria que você falasse do processo de
pesquisa, já que “Lúcio Cardoso em corpo e escrita” traz muitas
fotos/reproduções desta fase.
| Beatriz Damasceno: pesquisa sobre escrita de Lúcio Cardoso |
No meu livro, procurei dar
sentido aos anos em que o escritor conviveu com o AVC, pois todas as
referências biográficas davam um salto nesse tempo: em 1962, o escritor teve um
acidente vascular cerebral que o impossibilitou de falar e escrever e morreu em
1968. Quis conhecer como Lúcio viveu esse tempo, já que era extremamente ligado
à escrita, e encontrei uma série de pastas, blocos, cadernos, cadernetas que
traziam todo um processo de busca pela reabilitação. E, principalmente, uma
escrita de experiências diárias, à maneira própria do corpo. As reproduções
desse material servem também para que o leitor observe o quanto o escritor
mantém a cumplicidade com a escrita, no período da doença. Posso dizer que o
meu processo de pesquisa foi muito emocionante.
Hoje em dia vem se tornando
comum surgirem artistas que transitam em mais de uma forma de arte, e vemos
classificações como “artista multimídia”. De certa forma, Lúcio Cardoso já
antecipava esta tendência?
Lúcio Cardoso era múltiplo, tinha interesses
diversos, transitou por muitas áreas em toda a sua carreira, como, por exemplo,
teatro e cinema. Também já gostava de pintar, desenhar. Entretanto, conseguiu
reconhecimento como romancista. Mas acredito que a pintura, ofício após o AVC,
foi para ele uma nova forma de escrita. Numa folha de bloco que está
reproduzida no livro, Lúcio escreve aos amigos, após a abertura de sua
exposição de quadros e inúmeros elogios: “É, sou escritor.”
Esta luta pela arte como uma
necessidade vital, empreendida por Lúcio Cardoso, contrasta muito com a forma
com que muitos lidam com a arte nos dias de hoje, com o prisma do descartável,
do instantâneo, apenas do viés mercadológico. Neste aspecto, acredito que
seu livro pode ser interessante a professores e estudantes não só de letras,
mas de artes em geral...
O que acho interessante na
personalidade desse artista, quando você se refere ao interesse mercadológico,
é que Lúcio Cardoso fez praticamente um trabalho às avessas. Num momento em que
o romance chamado regionalista estava em voga, que escrever sobre a realidade
social era uma forma de alcançar um reconhecimento, Lúcio Cardoso nega essa
opção e rejeita qualquer análise de seus livros a partir dessa ótica. Em entrevista,
afirma: “A minha concepção de romance vai de encontro ao da maioria dos
romancistas modernos, que preconizam uma arte da observação pura, a fotografia
da realidade... A verdade está no subsolo.”
Acredito que o livro traz uma
reflexão sobre a arte que não espera, que é uma marca territorial, matéria de
expressão. Lúcio Cardoso, nesse período, dentro de todas as limitações, não
teria interrompido seu trabalho de diarista, por exemplo, mas o apresenta de
maneira radical, inscrevendo as percepções, movimentos e afecções do corpo na
composição da escrita.
Qual o maior legado de Lúcio Cardoso?
Lúcio Cardoso nos deixa a
relação de dignidade do artista com sua arte. Experimentou a morte pela escrita
e por ela também será incapaz de morrer.
O Blog agradece a sua entrevista!
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Livro discute criações de Manuel Zapata Olivella
Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, José de Paiva dos Santos, responsável pela tradução e pela introdução do livro de Tillis, a literatura de Zapata “constitui terreno fértil para o debate acerca de temas que permeiam nossa cultura pós-moderna”. No caso, enfoques como “identidades fragmentadas, hibridismos, cosmopolitismos, transnacionalidade e transculturalidade”, segundo o professor.
![]() |
| Prof. Tillis, o autor |
Um dos trunfos relativos à literatura de Zapata é que a realidade dos descendentes africanos na Colômbia encontra um paralelo nos povos de outros países latinos. O próprio autor, um escritor mestiço, de pai negro e mãe com raízes espanhola e indígena, conviveu e reproduziu em seus textos as subjetividades que compunham sua pessoa.
Há de se questionar por que no Brasil, um país afetado em demasia por questões concernentes à desigualdade racial, exista dificuldade para se encontrar o exemplar de um livro de Zapata Olivella. Com isso, perdura um cenário em que a maioria de narrativas existentes reproduzem apenas a visão herdada dos colonizadores, aquela em que as etnias negras ou indígenas têm suas contribuições subestimadas.
Felizmente hoje existe um crescente esforço no sentido de uma reavaliação do impacto da contribuição das raízes africanas para a formação da sociedade. Em sintonia com este movimento,Zapata Olivella e o “escurecimento” da literatura latino-americana insere-se como indicação para estudiosos de literatura ou para os interessados em compreender de forma plural a cultura da sociedade latino-americana.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Entrevista com Júlia Studart
Aqui uma conversa com Júlia Studart, professora da Unirio, autora do título da Ciranda da Poesia que trata de Nuno Ramos.
1 - Qual foi o maior desafio de trabalhar com o material literário de Nuno Ramos? (aliás, foi você que o escolheu para tema de sua análise?)
O fato é que eu fazia um pós-doutorado na Unicamp a partir do trabalho do Nuno Ramos, com bolsa de
pesquisa financiada pela FAPESP. E antes disso o trabalho dele já era
muito presente nas minhas pesquisas, nas minhas leituras diárias, porque
me interessa muito. Tudo isso o deixou muito perto da mão. Sem contar que, acho, o trabalho do
Nuno merece uma apresentação ou
uma publicação de mais fôlego a mais gente, construção de
acessos, sentidos etc. Foi assim que propus ao Ítalo
(Moriconi), coordenador da Ciranda, que topou prontamente. E aí
começou o meu impasse e
desafio: pensar a complexidade e as modulações
do trabalho expandido do Nuno dentro de uma coleção
dedicada à poesia. Há mesmo uma impossibilidade de
fixá-lo, de reduzi-lo a uma
forma, a uma ideia de gênero,
de verso etc. O trabalho do Nuno, prioritariamente, muda de forma, não se fixa, está muito mais perto de uma
forma-informe, de uma forma fraca, e
essa foi sem dúvida uma
dificuldade: dar a ver essas modulações por dentro da forma, a potência dessa metamorfose que
atravessa tanto os seus livros quanto o seu trabalho como artista visual. Indistintamente.
2 - Anteriormente, você já acompanhava o trabalho de
Nuno Ramos?
Já
acompanho há algum
tempo, desde a publicação
do primeiro livro, "Cujo", em 2003 – o meu livro favorito. Livro que
tenho, porque ganhei dele, aquela primeira edição numerada, linda e rara, num papel e
capas especiais. Talvez depois disso é
que tenha ficado mais atenta ao seu trabalho de artes visuais, até que em 2013 transformei tudo
isso em pesquisa de pós-doutorado.
3 - E a antologia de versos que é
apresentada no título. Como foi este processo de escolha?
Bem, como toda antologia –
e acho o termo um tanto problemático, prefiro pensar numa reunião
espontânea,
apenas –,
existe aí muito dos meus
interesses, das coisas que mais gosto no trabalho do Nuno entre invenção e algumas insistências, que gosto de chamar de
'imagens intermitentes', que são recorrentes no seu trabalho. Também tentei, minimamente, dar a ver
as variações do seu texto
até o ainda inédito "Sermões", experiência
extremamente distinta dos outros livros.
4 - E como se chegou à inclusão de material de Sermões?
Nuno Ramos possui alguns livros publicados, mas que felizmente não se deixam fixar tão facilmente, principalmente se pensarmos em categorias como a de gênero literário. Já que a ideia da coleção é de dar uma pequena mostra do trabalho com a linha, com o verso, com o poema em prosa e com o pensamento, falei do livro-antologia para o Nuno e perguntei se ele não estava com nada pronto ou se trabalhava em algum projeto novo relacionado à poesia - o que daria outros sentidos tanto para a minha leitura crítica, quanto para a seleção de textos. Foi assim que me disse do seu "Sermões" e que gentilmente me cedeu para leitura e uso de alguns fragmentos. O bacana foi que "Sermões" terminou por provocar uma boa conversa e troca entre nós acerca de outras questões.
5
- Você acredita que existe algum
tipo de diferença em relação a autores que se expressem apenas com a
literatura para aqueles como Nuno Ramos que utilizam várias formas como a artes plásticas, músicas, etc? (aqui nesta pergunta me refiro ao processo de criação. Por exemplo, se você acha que o artista
plástico Nuno Ramos poderia influenciar o
escritor Nuno Ramos).
Faz toda a diferença. Por mais que o próprio
Nuno procure separar essas duas instâncias
[escritor e artista visual, sem contar as suas outras tantas atribuições],
seu trabalho é absolutamente
impuro, contaminado. Alguns trabalhos de arte incorporam textos seus ou de
outros poetas, como Manuel Bandeira e Drummond, e seus livros se armam como
grandes instalações movediças, extremamente plásticas, instáveis. Ou seja, Nuno, mesmo sem
que o saiba [se é mesmo que não sabe], arma uma grande transparência
entre os seus trabalhos, todos eles, e cria uma espécie de “ambiente”,
como parece estar definido já em “Cujo”: “A transparência é
uma camada que mal se percebe (a não ser pelos reflexos), mas que cria
uma espécie
de ambiente.” O que dizer de um livro como "Cujo", um misto de
instalação,
poema, livro de notas e procedimentos de trabalho? Sem contar que Nuno Ramos é um excelente leitor de nossa
melhor tradição, carrega uma biblioteca no corpo [o que me interessa
muito para o que penso e para o que faço no meu trabalho] e faz com que seu
trabalho seja de fato muito singular no meio de toda essa nossa produção muitas vezes incipiente e
pobre em invenção.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
EdUERJ lança nova edição de livro sobre trabalhos acadêmicos
É
como diz o ditado sobre um lugar terrível cheio de bem intencionados... No meio
acadêmico acontece mais o menos assim: o aluno conhece a matéria, mas se enrola
na hora de confeccionar um trabalho acadêmico. Isto é muito comum, afinal, são
diversas regras e formatações, que variam de acordo com o tipo de trabalho
pedido. É justamente por isso que “A redação de trabalhos acadêmicos – Teoria e
Prática”, organizado pelos professores Claudio Cezar Henriques e Darcília
Simões, chega agora à sua sexta edição, como um dos grandes sucessos da Editora
da Uerj.
Lançado originalmente em 2002, traz
ensaios, com uma linguagem simples e concisa, abordando a produção de
diferentes tipos de textos universitários (fichamento, resenha, resumo,
relatório e, principalmente, monografia). Explica como organizar um projeto de
pesquisa, oferece dicas de clareza textual e aponta erros comuns em monografias
para que os leitores tomem conhecimento deles e evitem cometê-los.
Um tema abordado em minúcias é a
monografia. É o trabalho que exige do
universitário uma demonstração de sua capacidade de articular as várias
disciplinas aprendidas, expondo com clareza e precisão suas ideias. Também é
aquele que mais perturba o aluno pela sua proposta: reunir diferentes
conceitos, adaptar a um formato exigido pela academia... e ainda por cima cumprir
um prazo. O livro da EdUERJ vai fazer parecer menos impossível.
Outro
tópico dos trabalhos acadêmicos, mostrado nesse livro, que aterroriza os
estudantes é a diagramação. Em um capítulo à parte, os autores expõem modelos
de folha de rosto (e de capa), de folha de exame, de dedicatória, de
agradecimento, de epígrafe, de sumário, de referências bibliográficas, entre
outros. Cada um desses exemplos de modelos é seguido de explicações e
comentários.
Esse livro não se pretende um manual prático:
investe também nos aspectos teóricos e incentiva o aluno a uma reflexão sobre
as práticas acadêmicas listadas. Se você quer um exemplo, pode ir ao capítulo
3, “A ciência, a pesquisa, o método: implicações científicas”, de Darcília
Simões.
Ao
destrinchar as práticas acadêmicas, “A redação de trabalhos acadêmicos” acaba
por simplifica-las. Com um conteúdo produzido para graduandos e pós-graduandos,
oferece aos “alunos perdidos” uma chance de salvação.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
"Metafísica e conhecimento - ensaios sobre Descartes e Espinosa" (RELEASE OFICIAL)
Uma análise sobre conceitos de pensadores seminais do
racionalismo moderno. Metafísica e conhecimento – ensaios sobre Descartes e
Espinosa, de Marcos André Gleizer, publicado pela Editora da Uerj, remete a
teorias que revolucionaram a filosofia por destacarem a importância de
fundamentar a verdade pelo rigor da razão.
O livro reúne dez ensaios que resultam de pesquisas
desenvolvidas por Gleizer durante os últimos vinte anos. O objetivo não é
determinar fatores históricos envolvidos na gênese do pensamento de Descartes e
Espinosa, mas esclarecer as estruturas conceituais.
Os capítulos enfocam diversos temas da teoria do
conhecimento e da metafísica, investigando teses e problemas epistemológicos
formulados por Descartes e Espinosa, em um processo que também se mostra
interessante por explicitar a diferença entre os dois autores. O resultado
certamente estimulará não só a uma reflexão atual sobre teorias do racionalismo
moderno, mas também a uma leitura mais aprofundada dos grandes clássicos da
história da filosofia.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Agora
Descobri no blog www.torvelim.blogspot.com, esta poesia de Giovani Giudici, com tradução de Davi Pessoa. Serve bem para esse momento dolorido para nós, torcedores.
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Agora
Agora silêncio como no interior de uma pérola.
Agora façamos branco.
Agora nem claridade nem escuridão como no interior de uma pérola.
Agora façamos com que a cabeça desapareça de nós.
Mas agora.
Força.
Agora silêncio porque caso contrário
como no interior de uma pérola não dormimos.
Agora façamos amarelo façamos violeta.
Vemos vermelho, janela fechada dos olhos.
Agora façamos sem.
Agora façamos.
[giovanni giudici] - [trad. davi pessoa]
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Agora
Agora silêncio como no interior de uma pérola.
Agora façamos branco.
Agora nem claridade nem escuridão como no interior de uma pérola.
Agora façamos com que a cabeça desapareça de nós.
Mas agora.
Força.
Agora silêncio porque caso contrário
como no interior de uma pérola não dormimos.
Agora façamos amarelo façamos violeta.
Vemos vermelho, janela fechada dos olhos.
Agora façamos sem.
Agora façamos.
[giovanni giudici] - [trad. davi pessoa]
quarta-feira, 9 de julho de 2014
EdUERJ lança livro sobre história da educação no Rio de Janeiro
Professores de sete instituições de ensino superior do Estado do Rio de Janeiro refletem sobre suas experiências com o ensino da história da educação e a formação de professores. A soma destas narrativas constitui “História da educação no Rio de Janeiro – instituições, saberes e sujeitos”, lançamento da Editora da UERJ. Organizado pelos professores José Gonçalves Gondra, Maria de Lourdes da Silva e Roni Cleber Dias de Menezes, trata-se de um registro dos esforços individuais e coletivos em prol da formação profissional no Rio de Janeiro.
Os autores, docentes da PUC-Rio, UFRJ, UFF, UNIRIO, UENF, UFRRJ e UERJ, delineiam um painel minucioso sobre as formas como o ensino e a história da educação se efetivaram nas sete instituições em que lecionam. Por consequência, o leitor pode perceber não só as diferenças de metodologias adotadas, mas também os cenários sociopolíticos e os desafios inerentes às práticas pedagógicas no Brasil.
Os estudos apresentados em cada capítulo são provenientes de um ciclo de palestras realizado no campus Maracanã da UERJ. Acompanha o livro, encartado, um dvd com o filme produzido a partir deste evento. Juntos, livro e DVD propiciam, aos pesquisadores da área, subsídios que podem enriquecer o debate sobre a trajetória e desafios do ensino da história da educação na formação docente.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Destaques de 2013: Tessituras do Tempo
A obra trata da recuperação da
história brasileira. É um diálogo sobre jesuítas, tribos
indígenas, entre outros elementos de um Brasil anterior à
Independência associados aos períodos do Primeiro, Segundo Reinados
e proclamação da República.
A
análise do autor é feita a partir de um material extenso produzido
durante todo o século XIX: textos oitocentistas de homens de letras
do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, material do Museu
Nacional e obras de escritores como Silvio Romero, Capistrano de
Abreu e Euclides da Cunha.
Particularmente, o capitulo que mais me atraiu foi o que trouxe a
figura de Gonçalves Dias, grande romancista brasileiro, expondo suas
ideias sobre as tribos indígenas e as tendências migratórias delas
dentro do território brasileiro. O capítulo mostra que, mais do que
um dos nossos mais famosos poetas indianistas, Dias foi um
formulador de ideias sobre as vivências dessas tribos. Infelizmente,
esta relação mais aprofundada entre o escritor e a história do
nosso país não é apresentada durante o colegial, restringindo a
herança histórica deixada por ele.
(Thaís Araújo)
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Nuno Ramos por Júlia Studart
O novo título da Ciranda da Poesia traz os versos de Nuno Ramos, escritor e
artista plástico, analisados pela professora da Escola de Letras da Unirio e
também poeta, Júlia Studart. Um dos atrativos deste volume é a inclusão de material de Sermões, trabalho inédito do autor, considerado por Studart, como "a aventura mais radical do trabalho de Nuno em livro".
Internacionalmente reconhecido na seara da arte plástica, o paulista Nuno Ramos também mostrou sua habilidade com as palavras e conquistou espaço no meio
literário. Publicou seis livros e foi agraciado com o prêmio Portugal
Telecom de Literatura da edição (2009) pelo seu quarto título, Ó. Os poemas selecionados para este volume da Ciranda foram selecionados nos livros Cujo e Junco, além do já citado Sermões.
“Nuno Ramos por Júlia Studart”, é o 23º
título e soma-se a uma lista que inclui Ricardo
Aleixo por Carlos Augusto Lima, Chacal por Fernanda Medeiros, Carlito Azevedo
por Suzana Scramim, Aníbal Cristobo por Manoel Ricardo de Lima e Ingeborg
Bachmann por Vera Lins, entre outros.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
EdUERJ e o futebol
Futebol é um esporte vibrante, ainda mais com a Copa sendo realizada no Brasil...mas também é um fenômeno que merece e precisa ser discutido. Muitas pessoas se espantam quando descobrem que nem sempre o Brasil foi o país do futebol. Aliás, o célebre escritor Graciliano Ramos previa que se tratava de um modismo estrangeiro que não iria "pegar". Isso lá nos idos do século passado, em 1921.
No entanto, o futebol pegou e tornou-se algo que muitos acreditam "estar no sangue" da população. Um sentimento entre o mítico e o religioso. E influencia desde nossa paisagem geográfica até nossa ordem financeira, passando por questões ligadas à identidade nacional.
A EdUERJ vem publicando livros sobre o tema, como, em 2014, o "Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol", de Gilmar Mascarenhas, e "Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol", com organização de Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo.


Mas é bom lembrar que houve outros. Alguns deles transcendem o futebol e alcançam o esporte como uma área mais ampla, como "O jogo continua: megaeventos esportivos e cidades", organizado por Gilmar Mascarenhas, Glauco Bienenstein e Fernanda Sánchez. Neste livro, de 2011, aborda-se justamente o que tanto se discute agora: quais os efeitos da realização de megaeventos? Como ficam a cidadania e direitos humanos? Este é o viés desta publicação.
Um destaque na área é "Futebol, jornalismo e Ciências Sociais: interações", organizado por Ronaldo Helal Hugo Lovisolo e Antônio Jorge Gonçalves. Este observa predominantemente a produção jornalística sobre futebol em determinados recortes temporais. São ensaios como o que analisa o fenômeno Garrincha, assinado por Tiago Lisboa Bartholo e Antonio Jorge Gonçalves. Há também um artigo dedicado à forma como a imprensa argentina cobriu o fracasso de nossa seleção em 2006, por Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo. Este livro é de 2011.
Mas já em 2005, antes mesmo de sermos selecionados como país-anfitrião, a EdUERJ já estava publicando. É o caso de Futebol e sociedade: um olhar transdisciplinar, de Martha Lovisaro e Lecy Consuelo Neves.Este é resultado do primeiro Colóquio de Educação Física e Desportos, apresentado na Uerj. O textos abrangem várias vertentes, que vão de um olhar nos aspectos sociomotores até um olhar que relaciona futebol e sincretismo religioso ou samba. Na realidade, é um livro inclui também outros esportes em sua análise.

Estes são alguns destaques da seleção da EdUERJ nas quatro linhas.
Afinal, torcer apaixonadamente não significa deixar o senso crítico para trás.
No entanto, o futebol pegou e tornou-se algo que muitos acreditam "estar no sangue" da população. Um sentimento entre o mítico e o religioso. E influencia desde nossa paisagem geográfica até nossa ordem financeira, passando por questões ligadas à identidade nacional.
A EdUERJ vem publicando livros sobre o tema, como, em 2014, o "Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol", de Gilmar Mascarenhas, e "Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol", com organização de Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo.


Mas é bom lembrar que houve outros. Alguns deles transcendem o futebol e alcançam o esporte como uma área mais ampla, como "O jogo continua: megaeventos esportivos e cidades", organizado por Gilmar Mascarenhas, Glauco Bienenstein e Fernanda Sánchez. Neste livro, de 2011, aborda-se justamente o que tanto se discute agora: quais os efeitos da realização de megaeventos? Como ficam a cidadania e direitos humanos? Este é o viés desta publicação.
Um destaque na área é "Futebol, jornalismo e Ciências Sociais: interações", organizado por Ronaldo Helal Hugo Lovisolo e Antônio Jorge Gonçalves. Este observa predominantemente a produção jornalística sobre futebol em determinados recortes temporais. São ensaios como o que analisa o fenômeno Garrincha, assinado por Tiago Lisboa Bartholo e Antonio Jorge Gonçalves. Há também um artigo dedicado à forma como a imprensa argentina cobriu o fracasso de nossa seleção em 2006, por Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo. Este livro é de 2011.Mas já em 2005, antes mesmo de sermos selecionados como país-anfitrião, a EdUERJ já estava publicando. É o caso de Futebol e sociedade: um olhar transdisciplinar, de Martha Lovisaro e Lecy Consuelo Neves.Este é resultado do primeiro Colóquio de Educação Física e Desportos, apresentado na Uerj. O textos abrangem várias vertentes, que vão de um olhar nos aspectos sociomotores até um olhar que relaciona futebol e sincretismo religioso ou samba. Na realidade, é um livro inclui também outros esportes em sua análise.

Estes são alguns destaques da seleção da EdUERJ nas quatro linhas.
Afinal, torcer apaixonadamente não significa deixar o senso crítico para trás.
terça-feira, 10 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Hora de pensar sobre futebol
Segunda-feira, a EdUERJ lança, na Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, RJ) dois livros sobre futebol!
No Brasil existe um
fenômeno: todos acreditam entender de futebol. Em período de Copa do Mundo
então, nem se fala. Sempre há uma opinião formada sobre qualquer assunto e os
ânimos muitas vezes se exaltam por uma bola na trave.
Debatem-se acaloradamente
convocações, o ritmo de jogo, a forma física dos atletas, as estratégias mais
adequadas, as seleções favoritas ao título; projetam-se até possíveis heróis ou
culpados, no caso de malogro em uma Copa. Isto é ótimo, mas não seria
interessante dar ainda mais substância à discussão?
Dois lançamentos na área
editorial podem incentivar um debate mais aprofundado: Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol,
organizado por Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo, e Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol, de Gilmar
Mascarenhas. Ambos saem pela Editora da Uerj e são indicados para quem gosta do
esporte e deseja enxergar esta modalidade esportiva além das conexões sugeridas
pelos comerciais de TV.
Copas
do Mundo reúne 15 pesquisadores do
meio acadêmico, com ensaios que abordam nove Copas do Mundo e uma Copa das
Confederações. Os eventos foram selecionados de acordo com o grau de dimensão
simbólica que adquiriram na imprensa e na sociedade brasileira, como as Copas
conquistadas pelo Brasil.
Já
Entradas e bandeiras oferece um olhar
eminentemente geográfico sobre o processo histórico de desenvolvimento do futebol
no Brasil. O autor aborda desde os momentos iniciais da adoção do esporte
introduzido pelos ingleses até os dias de hoje, em que predominam os efeitos da
concentração do poder e do capital sobre o espetáculo.
São livros que, ao falar da
história, da cultura e dos mitos do esporte, investigam a realidade e as
perspectivas do futebol brasileiro.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Sobre a Coleção Clássicos da Ciência
Texto de Antonio Augusto Passos Videira sobre a coleção Clássicos da Ciência
O
principal objetivo da Coleção Clássicos
da Ciência consiste na publicação em português de obras científicas, as
quais, devido ao impacto que produziram, foram – como ainda são - consideradas
como responsáveis por transformações profundas em seus domínios, fazendo jus ao
qualificativo de clássicos. Desse modo, esta Coleção procura contribuir para um
maior e melhor conhecimento das origens e etapas de todas as disciplinas
científicas, de modo a reforçar o seu ensino. Ainda que podendo ser
caracterizada como uma série de história e filosofia da ciência, o público alvo
da Coleção não se restringe aos profissionais dessas áreas. Sua meta é alcançar
o público em geral.
A
Coleção Clássicos da Ciência não privilegia nenhuma área da ciência. Todos os
volumes são compostos de uma tradução e de uma introdução à vida e à obra do
seu autor.
Iniciada
e 2012, até o momento, foram publicados dois volumes na Coleção. O primeiro
deles dedicado a Heinrich Hertz (1857-1894), físico alemão; o segundo ao físico
e historiador francês Pierre Duhem (1861-1916). Nenhum desses livros conhecia
uma versão em língua portuguesa. O próximo volume será dedicado a Ernst Mach
(1838-1916), chegando às livrarias ao final deste ano.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Anibal Cristobo e "Ana Cristina Cesar por Marcos Siscar"
Depoimento do poeta Anibal Cristobo sobre a Coleção Ciranda da Poesia:
sucediendo en el ámbito de la poesía en Brasil es la colección
Ciranda da Poesia, coordinada por Italo Moriconi para la
editorial de la Universidadad Estadual de Rio de Janeiro
(Eduerj), donde poetas escriben sobre otros poetas y, después
de ese ensayo, incluyen tambiém algunos poemas de poeta
elegido a modo de antología personal. Pues bien: acabo de
terminar de leer o que Marcos Siscar ha escrito sbre Ana
Cristina César y solo puedo agradecer que exista gente tan
inteligente como para ser capaz de producir las lecturas y
análisis que Marcos ha realizado sobre un obra ya
bastante comentada, y gente inteligente como la de Ciranda,
entre la que se cuenta y el proprio Marcos, como para idear y activar un proyecto así de
interessante.
Felicitaciones: ojalá en algún momento pueda traducir ese texto
de Marcos Siscar, que es verdaderamente maravilloso".
sexta-feira, 23 de maio de 2014
EdUERJ lança Feminilidades
Na quarta, dia 28 de maio às 19h, na Livraria do Museu da República, a EdUERJ lança "Feminilidades"
Sobre este livro:
Fruto de seminário realizado na UERJ, o livro propõe uma série de discussões heterogêneas e urgentes, analisando também o cenário político-social. Divide-se em cinco eixos: Direitos sexuais, saúde e relações étnico-raciais: perspectivas feministas; Femininos trans: os corpos femininos que se constroem; Prostituição: os corpos como mercadoria ou a sexualidade como atividade econômica?; Maternidades: femininos, direitos, desconstruções; eCorpos femininos no limiar de regulações jurídicas. Entre relatos de vida e reflexões acadêmicas, os capítulos instigam uma reflexão sobre questões inerentes ao universo da mulher.
Venha prestigiar!
Venha prestigiar!
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Em debate: como publicar poesia?
![]() |
| Kriller71: Leminski |
Parafraseando Euclides da Cunha e o que ele disse sobre o
sertanejo, podemos nos referir àqueles que se aventuram pela seara da edição de
poemas. O editor de poesias é antes de tudo um forte, seria uma possível conclusão
de quem compareceu ao debate realizado durante o evento “20 anos da EdUERJ –
Encontros com Aníbal Cristobo”.
Foi numa terça-feira 13 de maio, na Casa Dirce Cortes, em
Botafogo, com o empecilho dos poucos ônibus na rua, devido à greve. Mas isto
não significou que não houvesse um público fiel. Havia e, melhor, interessado
nos caminhos/futuros da poesia contemporânea. E a mesa de debate? Vamos a ela.
Além do poeta/editor argentino Aníbal Cristobo, contou com
Marília Garcia, que trabalhou na Editora 7Letras, os poetas Lucas Matos e
Márcio Junqueira, do Blog Bliss não tem Biz, e o editor executivo da EdUERJ,
professor Italo Moriconi. Pelos
depoimentos, ficou nítido que publicar poesia não é um convite à morosidade.
Marília Garcia, que trabalhou na Editora 7 Letras e integra
a
equipe da Revista Modo de Usar e co, considera o tipo de atividade que “pede
o jogo de fazer e desfazer para voltar ao ponto inicial onde existe o espanto”. Para ela, no mercado das edições
independente, “o desafio não é vender, mas editar sem as maneiras de antemão já
prontas”. E cita como exemplo de uma ação transgressora, a coleção Moby Dick,
artesanal, da Editora 7Letras, feitos com uma impressora doméstica e uma
tiragem pequena.
Aníbal Cristobo trouxe sua experiência internacional. Ele
enxerga no mercado editorial espanhol um clima conservador nem sempre propício
para a arte. E cita concursos realizados pelo governo com temas tolos, como
poesias sobre touros, o que despertou uma reação entre o riso e a estupefação. “O
mercado editorial espanhol não está acompanhando o que está acontecendo”,
declarou. Por conta da falta de visão das grandes editoras, Cristobo passou na
frente e acabou conseguindo editar uma antologia de Paulo Leminski. “Achavam
que era um autor que só interessaria ao Brasil”. Cristobo também criticou o
fato de que não se publica nada sem fazer previamente um projeto para descobrir
a viabilidade comercial da iniciativa. “Eu não quero pensar em termos de
produto, mas como um agente cultural. A ideia não é esconder a fragilidade do
projeto, mas apresenta-la, não como carência, mas como característica”. Sua
ação de publicar e distribuir o material da Editora Kriller71 é “fazer um tipo de guerrilha e oferecer outra
coisa”, diz referindo-se ao cardápio mais tradicional das grandes editoras. A Kriller71 já publicou na Espanha autores como Marcos Siscar, Arnaldo Antunes e outros.
O professor Italo Moriconi, em seu depoimento, valorizou a
crítica literária. Para ele, a leitura que fez, na adolescência, de “Metalinguagem
e outras metas”, de Haroldo de Campos, foi uma experiência fundamental para sua
formação. Também falou da alegria de publicar, pela EdUERJ, a coleção Ciranda
da Poesia. Moriconi acredita que o fato de ser editado por uma editora
universitária confere uma força ainda maior ao título. Para ele, uma coleção
que veio para ficar, em consonância com a tradição da própria Uerj de valorizar
a poesia, o que sempre aconteceu por meio de ações do Departamento Cultural ou
do Instituto de Letras.
Por fim, aventou com a possibilidade de disponibilizar
alguns títulos da coleção, que já estão esgotados, em formato de e-book, o que
significa novidades à vista.
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